Thursday, March 22, 2018

Photos: MENHIR / Anta da Melriça

 
 
GOOGLE MAPS: OPEN MAP
 
 
This INFO is only in: PORTUGUESE

Designação Anta de Melriço

Outras Designações / Pesquisas Anta de Melriça / Anta da Fonte das Mulheres / Anta de Melriça / Anta de Melriço / Anta das Mulheres
 
Categoria / Tipologia Arqueologia / Anta
 
Divisão Administrativa Portalegre / Castelo de Vide / Santiago Maior
 
Endereço / Local Tapada da Anta, Mem Soares / Melriça
 
Situação Actual Classificado
 
Categoria de Protecção Classificado como MN - Monumento Nacional
 
Cronologia Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910
 
Nota Histórico-Artistica Implantado num planalto em terreno descampado, este monumento funerário megalítico é considerado como um dos mais relevantes, não apenas de todos os existentes no concelho de Castelo de Vide, como, sobretudo, do megalitismo do Nordeste Alentejano, designadamente pela sua cobertura tipo Cairn.
O dólmen possui câmara poligonal irregular com cerca de três metros e meio de diâmetro, formada por sete esteios graníticos com cerca de três metros de altura, em média. Destes, quatro estão destruídos ou parcialmente fragmentados. A anta apresenta-se ainda coberta por um enorme chapéu - ou tumulus - triangular.
Da possível existência de um corredor ainda não foram encontrados quaisquer vestígios até ao momento, apesar do registo de diversos blocos graníticos em redor da anta. Corresponderão, no entanto, a alguns dos esteios eventualmente utilizados durante o processo de edificação desta imponente arquitectura megalítica.
Num dos lados da entrada da câmara sepulcral encontram-se dois esteios de dimensões bastante mais reduzidas, que acabariam por delimitar uma área preenchida com pedras de pequenas dimensões, literalmente amontoadas no interior e no exterior da anta, e que corresponderiam grosso modo à primitiva mamoa. [AMartins]
 
 

Bibliografia

 

Título "Carta Arqueológica do Concelho de Castelo de Vide"
Local Lisboa
Data 1975
Autor(es) RODRIGUES, Maria da Conceição Monteiro
 
Título "Descripção de alguns dolmens ou Antas de Portugal"
Local Lisboa
Data 1868
Autor(es) COSTA, Francisco A. Pereira da
 
Título "Noções sobre o estado préhistórico da terra e do homem seguidas da descripção de alguns dolmins ou antas de Portugal"
Local Lisboa
DaTa 1868
Autor(es) COSTA, Francisco A. Pereira da
 
Título "Estudos de Pré-História em Portugal de 1850 a 1880"
Local Lisboa
Data 1953
Autor(es) SANTOS, Manuel Farinha dos
 
Título "Memória Histórica da muito notável vila de Castelo de Vide"
Local Castelo de Vide
Data 1908
Autor(es) VIDEIRA, César Augusto de Faria

“http://www.patrimoniocultural.gov.pt”
 

Photos: MENHIR / Anta da Tapada de Matos-Mosteiros

 

 
 
This INFO is only in: PORTUGUESE

Designação Anta da Tapada dos Matos, ou Anta dos Mosteiros
 
Outras Designações / Pesquisas Anta da Tapada de Matos / Anta dos Mosteiros
 
Categoria / Tipologia Arqueologia / Anta
 
Divisão Administrativa Portalegre / Castelo de Vide / Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas
 
Endereço / Local - Herdade dos Mosteiros
 
Situação Actual Classificado
 
Categoria de Protecção Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público
 
Cronologia Portaria n.º 740-AI/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (toda a área é considerada ZNA)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13396/2012, DR, 2.ª série, n.º 175, de 10-10-2012
Despacho de concordância de 7-12-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011
Parecer de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como SIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010
Edital de 1-04-1997 da CM de Castelo de Vide
Despacho de homologação de 18-03-1997 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 10-01-1992 do presidente do IPPC
Parecer de 16-12-1991 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 21-12-1990 do vice-presidente do IPPC
Proposta de classificação de 16-10-1990 dos SRAZS
Processo iniciado em 1988 nos SRAZS

 
ZEP Portaria n.º 740-AI/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13396/2012, DR, 2.ª série, n.º 175, de 10-10-2012
Despacho de concordância de 7-12-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 8-04-2011 da DRC do Alentejo

 
Nota Histórico-Artistica Localizado numa zona rural, de forma isolada em terrenos de cultivo e rodeado de sobreiros e de oliveiras, este monumento funerário megalítico terá sido erguido entre o Neolítico e Calcolítico e constituí o exemplar de maiores dimensões atribuído a esta tipologia de todos os registados até ao momento no Concelho de Castelo de Vide e no Nordeste Alentejano, fazendo parte do complexo arqueológico dos Mosteiros.
Não obstante o seu precário estado de conservação, ainda são visíveis sete dos oito esteios graníticos que compunham originalmente a câmara sepulcral de planta poligonal irregular com cerca de cinco metros de diâmetro interno, para o interior da qual encontram-se inclinados três dos seus maiores esteios. A par destes, observam-se fragmentos de vários blocos graníticos, muito possivelmente correspondentes aos esteios que perfaziam o primitivo chapéu.
Quanto ao corredor, relativamente comprido, apesar de ter sido cortado sensivelmente a meio por um muro de pedra solta delimitador de uma propriedade contígua, ele apresenta-se aberto a nascente, sem qualquer laje de cobertura, e é composto de seis esteios suportados, pelo interior, por seis pedras colocadas verticalmente.
Em relação à mamoa - ou tumulus - que cobriria outrora todo o monumento, ainda são bastante visíveis alguns dos seus vestígios.
Integrado na área do monumento é também possível observar a existência de um silo escavado na rocha de origem pré-megalítica, mas que terá sido parcialmente destruído quando da abertura de uma cova para colocação de um dos esteios do corredor. Poderá, deste modo, ter pertencido a uma área habitacional existente no mesmo local onde seria posteriormente construída a anta em epígrafe. [AMartins]

 
 
Bibliografia

 

Título "Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen, Madrider Forschungen"
Local Berlim
Data 1959
Autor(es) LEISNER, Vera, LEISNER, Georg Klaus
 
Título "Carta Arqueológica do Concelho de Castelo de Vide"
Local Lisboa
Data 1975
Autor(es) RODRIGUES, Maria da Conceição Monteiro

“http://www.patrimoniocultural.gov.pt”
 

Photos: MENHIR / Anta 2 dos Couleiros

 
 
GOOGLE MAPS: OPEN MAP


This INFO is only in: PORTUGUESE

Designação Anta de Couleiros
 
Outras Designações / Pesquisas Anta dos Corleiros / Anta 2 dos Coureleiros / Anta dos Coureleiros II / Anta de Corleiros / Anta dos Coureleiros II
 
Categoria / Tipologia Arqueologia / Anta
 
Divisão Administrativa Portalegre / Castelo de Vide / Santiago Maior
 
Endereço / Local Monte dos Coureleiros, Couleiros
 
Situação Actual Classificado
 
Categoria de Protecção Classificado como MN - Monumento Nacional
 
Cronologia Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910
 
Nota Histórico-Artistica Implantado numa zona rural, de modo isolado e cercado por terras de pastagens e sobreiros, este monumento funerário megalítico, também conhecido por Anta Grande dos Coureleiros, terá sido erguido entre o Neolítico e o Calcolítico e faz parte da Necrópole Megalítica dos Coureleiros, integrada por cinco antas. Na verdade, estamos perante um dos monumentos megalíticos de maiores dimensões registados até ao momento no concelho de Castelo de Vide.

Apesar do seu avançado estado de degradação, ainda são visíveis os sete esteios que comporiam primitivamente a câmara sepulcral, apesar de apenas dois estarem completos e, destes, só um - o de cabeceira - se apresentar inteiro. Encostado a este e inclinado para o interior da câmara encontra-se o enorme chapéu. Em redor desta estrutura foi detectado um considerável número de elementos pétreos, propositadamente firmados na vertical em frente das zonas de união dos diferentes esteios, a fim de preencher as frestas existentes ao nível da sua base e conceder maior estabilidade à estrutura da câmara. Esta consistência seria ainda reforçada por uma protecção lítica adossada directamente aos esteios.

Do primitivo, longo e largo corredor restam apenas quatro esteios da fiada sul, que seriam fortalecidos por elementos pétreos de menores dimensões colocados verticalmente junto à sua base interna. Além disso, foram de igual modo identificados os alvéolos dos esteios, que teriam sido primordialmente revestidos com pequenos blocos graníticos, no seio dos quais foi possível registar a presença de alguns elementos de mós. [AMartins]
 
 
Bibliografia
 
Título "Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen, Madrider Forschungen"
Local Berlim
Data 1959
Autor(es) LEISNER, Vera, LEISNER, Georg Klaus
 
Título "Carta Arqueológica do Concelho de Castelo de Vide"
Local Lisboa
Data 1975
Autor(es) RODRIGUES, Maria da Conceição Monteiro
 
Título "Terras de Odiana. Medobriga, Ammaia, Aramenha, Marvão, 2.ª ed."
Local Lisboa
Data 1988
Autor(es) COELHO, Possidónio Mateus Laranjo
 
Título "Da notável vila de Castelo de Vide. Apontamentos"
Local Castelo de Vide
Data 1969
Autor(es) REPENICADO, António Vicente Raposo
 
Título "Monumentos Pré-históricos. Descrição de Alguns Dolmens ou Antas de Portugal"
Local Lisboa
Data 1868
Autor(es) COSTA, Francisco A. Pereira da
 
Título "Portugal, 1001 sights an archaeological an historical guide (University of Calgary, Alberta, Canadá)"
Local London
Data 1994
Autor(es) ANDERSON, James M., LEA, M. Sheriden
 
Título "O megalitismo no concelho de Castelo de Vide , Actas das 1ªs Jornadas de Arqueologia do Nordeste Alentejano"
Local Coimbra
Data 1987

“http://www.patrimoniocultural.gov.pt”
 

Photos: FOUNTAIN / Fontanário do Forte São Roque

 

GOOGLE MAPS: OPEN MAP


Photos: FOUNTAIN / Fonte do Pêro Boi

 


This INFO is only in: PORTUGUESE

Data do séc. XVII, embora já existisse uma fonte no mesmo local do início do séc. XVI. Situa-se na parte abaixo da Quinta do Martinho, junto à ribeira de S. João.
 
Trata-se de uma fonte muito simples com uma bacia quadrangular incrustada em dois pilares com molduras e capitéis, onde assenta o frontal superior e as pirâmides onduladas, tudo em granito.
 
Entre os pilares, na parte superior, um tímpano com molduras recortadas. Existem lateralmente sobre o muro de suporte uma esfera armilar e um brasão de armas nacionais do período manuelino. Dispões ainda de uma bebedouro para animais e de uma charca de lavar roupa.
 
in "http://www.cm-castelo-vide.pt"

Photos: FOUNTAIN / Fonte do Montorinho

 

GOOGLE MAPS: OPEN MAP


This INFO is only in: PORTUGUESE


Esta fonte sita no Largo Mártires da República, toda em pedra mármore, está assente sobre uma elevação de quatro degraus, circundando um chafariz redondo, a meio do qual há um tronco em forma de cone, de onde saem da boca de peixes as bicas em número de três, encimado de uma figura de menino espetando um tridente no dorso de outro peixe.
 
Também no mesmo tronco se pode ver uma placa metálica escurecida pelo tempo, como a seguinte inscrição:
 
" Fez-se esta fonte com o subsídio do Governo conseguido pelo deputado Dr. José Frederico Laranjo natural desta vila"
 
Do lado oposto, o monumento data de " 1889" .
 
in http://www.cm-castelo-vide.pt
 

Photos: FOUNTAIN / Fonte dos Besteiros

 


This INFO is only in: PORTUGUESE

Esta fonte é possivelmente do séc. XIX, situa-se abaixo da vila, do lado Sul, entre a serra de S. Paulo e paralelamente ao leito da ribeira de S. João.
 
É composta por uma bacia encastrada entre dois pilares de granito, encimados por cimalha e respectivos capitéis. Sobre esta cornija assenta um frontal de desenho arqueado, por sua vez encimado por uma cornija, sobre os pilares assentam dois pináculos, de forma quadrangular, moldados.
 
A face maior é toda caiada de branco, saindo na parte inferior duas bicas em granito trabalhado. Tem também ao lado um lavadouro público.
 
No frontal superior há uma moldura de forma oval que envolva um medalhão em mármore branco com os seguintes dizeres:
 
"Mandou fazer o Dr. Fr. José Freire de Macedo Juís de fora nesta villa no anno de 1504"
 
Como facilmente se verifica este medalhão devia ser original de uma fonte ali existente, antes desta.


in "http://www.cm-castelo-vide.pt”
 

Photos: FOUNTAIN / Fonte da Murta Nova

 

 
GOOGLE MAPS: OPEN MAP


Photos: FOUNTAIN / Fonte da Areia

 

GOOGLE MAPS: OPEN MAP


Photos: FOUNTAIN / Fonte dos Cães

 


GOOGLE MAPS: OPEN MAP


This INFO is only in: PORTUGUESE

Lenda da Fonte dos Cães
(Castelo de Vide)

Versão de Castelo de Vide, recolhida e publicada por Maria Guadalupe Transmontano Alexandre (1976) – Etnografia, Linguagem e Folclore de Castelo de Vide, Viseu, Junta Distrital de Portalegre.

Contava-se que uma noite vindo um rapaz de namorar, resolveu dessedentar-se.
Quanto o fazia apareceu-lhe um homem que lhe disse:
“Então estás a beber as sobras da minha cozinha?”
Como o moço se mostrasse espantado logo o levou junto de uma placa de pedra por cuja argola puxou.
Apareceu uma escada de mármore por onde desceram e que dava acesso a um maravilhoso palácio.
Após a visita o estranho homem disse:
“Se quiseres ganhar todas estas riquezas só terás de vir amanhã à meia-noite. Há-de aparecer um touro e tu hás-de-lhe aparar três sortes.”
Ao outro dia o rapaz na mira de enriquecer de um momento para o outro ter-se-ia deslocado à fonte à hora combinada, onde viu o touro que investiu nele.
Aguentou a primeira e a segunda investidas, mas cheio de medo desistiu à terceira.
Então ouviu uma voz dizer:
“Ah! Ladrão! Que me dobraste o encanto!...” 
 
in http://nortealentejano.blogspot.pt
 

Photos: FOUNTAIN / Fonte do Martinho

 

GOOGLE MAPS: OPEN MAP


This INFO is only in: PORTUGUESE
 
Á saída de Castelo de Vide em direcção a Portalegre encontramos esta majestosa fonte dos finais do séc. XVII. Tudo indica que antes desta, existia ali uma outra.

 
A actual fonte é de grandes proporções tendo um charco para animais. Construída na sua totalidade em granito, tem um jogo de nove pilares, nos intervalos dos cinco pilares sobre uma moldura que percorre todo o comprimento da bacia, possui quatro bicas encastradas em golfinhos de mármore branco.
 
Na parte superior todos os pilares têm os respectivos capitéis mas, no entanto, esta fonte não chegou a ser totalmente concluída pois nota-se a falta de um tímpano superior.
 
in http://www.cm-castelo-vide.pt


Lenda da Fonte do Martinho
(Castelo de Vide)

Versão de Castelo de Vide, contada por Maria Francisca, recolhida e publicada por Maria Guadalupe Transmontano Alexandre (1976) – Etnografia, Linguagem e Folclore de Castelo de Vide, Viseu, Junta Distrital de Portalegre: 61 – 62.

Havia uns reis que tinham uma filha que andava a namorar.
Como o pretendente à mão da princesa não era do agrado dos pais, eles resolveram encantá-la no lago do Martinho, o que fizeram de noite.
Simplesmente não viram que a um canto da fonte estava uma mulher agachada.
Como não havia relógios, ela levantou-se para ir lavar, julgando que era mais tarde.
Entre a meia-noite e a uma hora chegaram ao lago três pessoas: pai, mãe e filha.
Depois de ser confiada à princesa uma grande riqueza (deram-lhe dinheiro), foi encantada com a recomendação de oferecer o tesouro a quem a desencantasse.
Ao outro dia, logo a mulher que assistira à cena foi à fonte e bradou pela menina.
Esta acudiu, foi desencantada e disse-lhe:
“A tua riqueza podia ser a dobrar se tivesses esperado mais três ou quatro anos.”
 
in http://nortealentejano.blogspot.pt